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Confesso
que não percebi
o quão extraordinário
era o Rinpoche [Dilgo
Khyentse Rinpoche] enquanto
ele estava vivo; mas apenas
muitos anos depois, quando
eu e alguns de seus estudantes
começamos a tentar
imitar as atividades dele.
Foi aí que percebi
o quão esforçado,
dedicado e perseverante
ele era, sempre buscando
maneiras de beneficiar
os outros e muito raramente
fazendo qualquer coisa
por ele mesmo.
Parece
inacreditável,
mas francamente não
me recordo de nenhuma
ocasião em que
o Rinpoche tenha tirado
um dia de folga. É
claro que houveram dias
mais tranquilos, mas ao
invés de dormir
ou assistir a um filme,
ele geralmente convidava
os estudantes antigos
e os estudantes dos seus
antigos mestres para passar
o tempo juntos, conversando
sobre os professores,
partilhando memórias
e relembrando eventos
importantes da vida deles.
Essa
era a visão do
Rinpoche sobre tempo livre...
Mas, para aqueles que
fossem suficientemente
sábios e privilegiados
para participar, mesmo
essa atividade "recreativa"
era incrivelmente benéfica.
(...)
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