Vi
as éguas da noite
galopando entre as vinhas
E
buscando meus sonhos.
Eram soberbas, altas.
Algumas tinham manchas
azuladas
E o dorso reluzia igual
à noite
E as manhãs morriam
Debaixo de suas patas
encarnadas.
Vi-as
sorvendo as uvas que
pendiam
E os beiços eram
negros e orvalhados.
Uníssonas, resfolegavam.
Vi
as éguas da noite
entre os escombros
Da paisagem que fui.
Vi sombras, elfos e
ciladas.
Laços de pedra
e palha entre as alfombras
E vasto, um poço
engolindo meu nome e
meu retrato.
Vi-as tumultuadas. Intensas.
E numa delas, insone,
me vi.
IV