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O
consciente e o inconsciente
não constituem um todo,
quando um deles é suprimido
ou injuriado pelo outro. Se
hão de brigar, que ao
menos seja um combate leal,
com direitos iguais para ambas
as partes. Ambos são
aspectos da vida.
A
consciência tem de defender
a sua razão e proteger-se,
e à vida caótica
do inconsciente deve dar-se
a oportunidade de também
seguir o seu caminho - tanto
quanto podemos suportar. Isto
significa simultaneamente conflito
aberto e franca colaboração.
Era
assim, evidentemente, que a
vida humana devia ser, o velho
jogo do martelo e da bigorna.
Por
meio deles, o ferro da pessoa
é forjado num todo indestrutível,
um indivíduo.

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