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De
acordo com a maneira corrente
de se pensar sobre a religião
cristã, não podemos
identificar-nos com Jesus, devemos
imitá-lo. Dizer "Eu
e o Pai somos um", como
Jesus disse, seria blasfêmia
para nós. Entretanto,
no Evangelho de São Tomé,
desenterrado no Egito há
cerca de quarenta anos, Jesus
diz: "Aquele que beber
da minha boca se tornará
como eu, e eu serei ele".
Pois
bem, isso vem a ser exatamente
como o budismo. Todos nós
somos manifestações
da consciência do Buda,
ou da consciência de Cristo,
apenas não o sabemos.
A palavra "Buda" significa
"aquele que despertou".
É o que todos devemos
fazer - despertar para a consciência
de Cristo ou do Buda dentro
de nós. Isso é
blasfêmia no pensamento
cristão usual, mas é
a verdadeira essência
do Gnosticismo Cristão
e do Evangelho de São
Tomé.
(...)
"Deus" é uma
palavra ambígua, em nossa
língua, pois parece referir
alguma coisa conhecida. Mas
o transcendente é desconhecido
e incogniscível.
Deus, em suma, transcende qualquer
coisa, mesmo o nome "Deus".
Deus está além
de nomes e formas. Mestre Eckhart
disse que a suprema e mais alta
renúncia é abandonar
Deus por Deus, abandonar a noção
de Deus por uma experiência
daquilo que transcende a todas
as noções
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