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E farei os poemas do meu corpo
E
do que há de mortal.
Pois
acredito que eles me trarão
Os
poemas da alma e da imortalidade.
E
à raça humana eu digo:
-Não
seja curiosa a respeito de Deus,
pois
eu sou curioso sobre todas as
coisas
e
não sou curioso a respeito de
Deus.
Não
há palavra capaz de dizer
Quanto
eu me sinto em paz
Perante
Deus e a morte.
Escuto
e vejo Deus em todos os objetos,
Embora
de Deus mesmo eu não entenda
Nem
um pouquinho...
Ora,
quem acha que um milagre alguma
coisa demais?
Por
mim, de nada sei que não sejam
milagres...
Cada
momento de luz ou de treva
É
para mim um milagre,
Milagre
cada polegada cúbica de espaço,
Cada
metro quadrado de superfície
Da
terra está cheio de milagres
E
cada pedaço do seu interior
Está
apinhado de milagres.
O
mar é para mim um milagre sem
fim:
Os
peixes nadando, as pedras,
O
movimento das ondas,
Os
navios que vão com homens dentro
-
existirão milagres mais estranhos?

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