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"O
real dever do artista
é salvar o sonho"
Modigliani
(...)
Qual
o papel da arte em tempos
de uma crise de valores
éticos e espirituais?
O que o artista pode fazer
de transformador na sociedade
sem usar a arte em função
política ou ideológica,
mas apenas como instrumento
poético a serviço
do envolvimento com o
subjetivo e o sensível?
Talvez
as perguntas fiquem sem
uma justa resposta já
que a arte é a
própria liberdade
humana de criação
posta a prova num mundo
de desequilíbrios
econômicos e culturais,
onde ainda permanece a
supremacia da razão,
o mercantilismo e a carência
de conhecimento dos mitos
fundadores.
A
arte abre-se para a sabedoria
pela subjetividade do
mundo das metáforas
e das poesias, e como
Arte Solidária,
pode criar emoções,
redefinir projetos de
vida e abrir caminhos
para o reencantamento
do mundo.
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