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Um
galo sozinho não tece
uma manhã:
ele
precisará sempre de outros
galos.
De
um que apanhe esse grito que
ele
e
o lance a outro; de um outro
galo
que
apanhe o grito de um galo antes
e
o lance a outro; e de outros
galos
que
com muitos outros galos se cruzem
os
fios de sol de seus gritos de
galo,
para
que a manhã, desde uma
teia tênue,
se
vá tecendo, entre todos
os galos.
E se encorpando em tela, entre
todos,
se
erguendo tenda, onde entrem
todos,
se
entretendendo para todos, no
toldo
(a
manhã) que plana livre
de armação.
A
manhã, toldo de um tecido
tão aéreo
que,
tecido, se eleva por si: luz
balão.
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