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(...)
O subcomandante Marcos
dizia que o século XXI
viverá a 4a Guerra Mundial,
uma guerra semiótica.
É importante refletir
sobre essas palavras,
pois atualmente nos vemos
obrigados a usar uma língua
sobre a qual não temos
controle. Aparentemente,
alguém, de certa forma,
nos impõe, a partir de
algum lugar, conceitos
que utilizamos no nosso
dia-a-dia que comprovam
essa noção de globalização.
(...)
Nós temos que construir
e reconstruir uma linguagem
que possa corresponder
ao nosso projeto de reconstrução
do mundo. Porque as palavras
foram pervertidas, de
certa forma, foram perturbadas,
começando pelas palavras
liberdade, democracia
e cultura. A recuperação
de uma linguagem, a reconstrução
de uma linguagem é a única
forma de reagir contra
o esvaziamento e o empobrecimento
do nosso vocabulário quando
falamos sobre o processo
de integração das culturas
e das sociedades diante
de um conjunto mais importante
e dito universal. Essa
seria a única forma de
lutar contra o processo
de amnésia que está em
andamento.
(...)
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