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Não-violência
não quer dizer renúncia a toda
forma de luta contra o mal.
Pelo contrário. A não-violência
é uma luta ainda mais ativa
e real que a própria lei do
talião. Mas em plano moral.
A verdade e a não-violência
são, talvez, as forças mais
ativas de que o mundo dispõe.
A não-violência é infinitamente
superior à violência, e o perdão
bem mais viril que o castigo.
A não-violência significa sofrimento
consciente. Não quer absolutamente
dizer submissão à vontade do
malfeitor, mas um empenho, com
todo o ânimo, contra o tirano.
Assim, um só indivíduo, tendo
como base esta lei, pode desafiar
os poderes de um império injusto
para salvar a própria honra,
a própria alma e adiantar as
premissas para a queda e a regeneração
daquele mesmo império.
O método da não violência pode
parecer demorado, mas é o mais
rápido.
Após meio século de experiência,
sei que a humanidade não pode
ser libertada senão pela não-violência.
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