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Imagino que a pobre pipoca,
fechada dentro da panela, lá
dentro cada vez ficando mais
quente, pense que sua hora chegou:
vai morrer.
De
dentro de sua casca dura, fechada
em si mesma, ela não pode imaginar
destino diferente. Não pode
imaginar a transformação que
está sendo preparada. A pipoca
não imagina aquilo de que ela
é capaz.
Aí,
sem aviso prévio, pelo poder
do fogo, a grande transformação
acontece: pum! - e ela aparece
como uma outra coisa, completamente
diferente, que ela mesma nunca
havia sonhado. É a lagarta rastejante
e feia que surge do casulo como
borboleta voante.
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