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Aqueles que
falam de revoluções e luta de
classes
sem se referirem
à vida cotidiana,
sem compreenderem
o que há de subversivo no amor
e de positivo
na recusa das coações,
esses têm na
boca um cadáver.
Raoul Vaneigem

Morre
lentamente quem não viaja, quem
não lê, quem não ouve música,
quem não encontra graça em si
mesmo...
Morre
lentamente quem se transforma
em escravo do hábito, repetindo
todos os dias os mesmos trajetos,
quem não muda de marca, não
se arrisca a vestir uma nova
cor ou não conversa com quem
não conhece...
Morre
lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o
branco e os pontos sobre os
"is" em detrimento de um redemoinho
de emoções justamente as que
resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos, corações
aos tropeços e sentimentos.
Morre
lentamente quem não vira a mesa
quando está infeliz com o seu
trabalho, quem não arrisca o
certo pelo incerto para ir atrás
de um sonho quem não se permite
pelo menos uma vez na vida fugir
dos conselhos sensatos.
Morre
lentamente, quem passa os dias
queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre
lentamente, quem abandona um
projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto
que desconhece ou não responde
quando lhe indagam sobre algo
que sabe.
Evitemos
a morte em doses suaves, recordando
sempre que estar vivo exige
um esforço muito maior que o
simples fato de respirar.
Pablo Neruda
Não
sou um utópico
Sou
um idealista prático
Mahatma Gandhi
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